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Vera Maria Sabóia de Souza Mota

Escola de enfermagem Aurora de Afonso Costa · UFF

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“UFF PROMOVE SAÙDE: Tecnologia Social para democratização, divulgação e acesso às ações de Promoção da Saúde no Ensino Superior

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Tecnologia Social: Modelo de integração e democratização do acesso às ações de promoção da saúde na universidade

Descrição

A Tecnologia Social desenvolvida consiste em um modelo de integração e democratização do acesso às ações de Promoção da Saúde em Instituições de Ensino Superior (IES). Foi construída por meio do diagnóstico e mapeamento das ações extensionistas, por uma ação interdisciplinar de uma solução digital gratuita com geolocalização, pela institucionalização dessa solução junto à PROEX e pela gestão colaborativa da plataforma pelos próprios coordenadores das ações.

O aplicativo “UFF PROMOVE Saúde” não é a tecnologia: é o produto do modelo na UFF. Quem reaplicar o modelo chegará a outra ferramenta, ajustada ao seu levantamento e aos seus públicos — o que se transfere é o método, não o software.

O modelo tem cinco componentes:

1. Diagnóstico e mapeamento — análise documental das ações extensionistas, para saber o que existe e onde a comunicação falha.
2. Fundamentação — revisão da literatura sobre tecnologias de informação e comunicação na Promoção da Saúde, que define as funcionalidades.
3. Construção interdisciplinar — desenvolvimento conduzido pelos princípios da Engenharia de Requisitos, reunindo saúde, computação e gestão da extensão.
4. Institucionalização — incorporação pela pró-reitoria responsável, que converte a solução de produto de pesquisa em ferramenta oficial.
5. Gestão colaborativa — manutenção da base pelos coordenadores das ações, sem curadoria central.

Na UFF, o produto tem dois perfis. Docentes e coordenadores cadastram e georreferenciam suas atividades; estudantes, servidores, terceirizados e comunidade externa consultam gratuitamente, em mapa interativo, datas, locais e responsáveis, sem cadastro. Foi construído em linguagem Flutter e na base de dados Firebase, sobre infraestrutura institucional já existente.

O problema

A Universidade Federal Fluminense desenvolve ações extensionistas de Promoção da Saúde distribuídas por diferentes unidades acadêmicas e campi. Dispersas em meios institucionais distintos — páginas de unidades, redes sociais de cada projeto, cartazes, listas internas —, essas iniciativas eram de difícil acesso tanto para a comunidade universitária quanto para a população do entorno.

O efeito prático é conhecido de quem procura: a ação existe, é gratuita e acontece perto, mas quem se beneficiaria dela não fica sabendo a tempo. A falta de um ponto único de consulta reduz a participação, limita a articulação entre projetos que trabalham temas próximos e diminui o alcance social do que a universidade já faz.

O problema, portanto, não é de escassez de oferta, e sim de comunicação. O levantamento das ações de extensão cadastradas na UFF, em 2024, encontrou 974 iniciativas, das quais 489 tinham interface com a Promoção da Saúde. O contraste entre esse volume e a baixa visibilidade é a medida da lacuna que a tecnologia veio enfrentar.

Construção da solução

A tecnologia nasceu de uma idealização, planejamento e desenvolvimento no ano de 2023, no âmbito de uma pesquisa de doutorado de natureza qualitativa, do tipo descritiva e com abordagem participativa. Inicialmente foi feita uma análise documental das ações de extensão cadastradas na universidade.

O passo seguinte foi buscar evidências antes de decidir funcionalidades: uma revisão integrativa da literatura sobre o uso de tecnologias da informação e comunicação como estratégia de Promoção da Saúde no ensino superior.

Só então veio o desenvolvimento, interdisciplinar por construção: docentes, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e profissionais da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), do Instituto de Computação (IC) e da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) trabalharam juntos, desde o levantamento das demandas à institucionalização.

Duas decisões de projeto vieram direto do diagnóstico. A primeira foi a gratuidade, com consulta sem exigência de cadastro, para não recriar a barreira que se pretendia derrubar. A segunda foi a alimentação descentralizada: quem cadastra e atualiza cada ação é o coordenador dela, não uma equipe central.

A etapa final foi institucional, não técnica. A tecnologia foi lançada no XI Congresso da Rede Ibero-Americana de Universidades Promotoras da Saúde (RIUPS), realizado na UFF em 2024, e incorporada em 2025 pela PROEX/UFF às estratégias oficiais de divulgação da extensão.

Participação e apropriação

A construção ocorreu de forma interdisciplinar e colaborativa, no qual participaram desde a identificação das demandas até o desenvolvimento e a institucionalização da tecnologia.
A tecnologia desenvolvida depende unicamente da usabilidade dos coordenadores em alimentar a plataforma com os seus projetos/programas de extensão. Em relação à consulta, o acesso é livre e sem cadastro: estudantes, servidores, terceirizados e comunidade externa podem usar a ferramenta, sem depender da equipe. Contudo, o aplicativo necessita de maior apoio estrutural da universidade no sentido de viabilizar um mecanismo mais elaborado para a sua implementação definitiva, ampliando a sua visibilidade para além da área da saúde, alcançando toda a comunidade acadêmica e o seu entorno.

Resultados e transformações

O desenvolvimento da tecnologia social “UFF PROMOVE Saúde” possibilitou avanços na organização, visibilidade e democratização das ações de Promoção da Saúde desenvolvidas na UFF. Como resultado do diagnóstico institucional evidenciou o protagonismo da universidade na implementação de iniciativas voltadas à Promoção da Saúde, revelando a necessidade de promover mecanismos capazes de integrar e ampliar a divulgação dessas ações.

O produto entregue é o aplicativo móvel "UFF PROMOVE Saúde", com informações sobre projetos, programas, cursos, eventos e demais ações extensionistas com foco na Promoção da Saúde e as localiza por meio de mapa interativo. Para quem procura uma ação, a mudança proposta é ter um ponto único de acesso gratuito, no lugar de informações espalhadas por meios institucionais diferentes. Poder localizá-los, por informações centralizadas, contribui para uma maior participação da comunidade acadêmica e externa nas atividades.

A tecnologia passou por validação funcional e testes internos, lançada no Congresso realizado na UFF, recebendo premiação de melhor trabalho científico, e institucionalizada em 2025 pela PROEX como ferramenta oficial de divulgação, passando a ser instrumento da política de extensão da universidade da UFF. Atualmente, possui alcance de mais de 100 downloads pela comunidade acadêmica, evidenciando a sua relevância social e pedagógica.

Sustentabilidade e reaplicação

A institucionalização pela PROEX abrigou à tecnologia e reduziu a dependência do projeto de pesquisa que a originou, mas a implementação nas unidades acadêmicas ainda está em curso. A base só se mantém atualizada se os coordenadores a alimentarem, e a divulgação precisa ser fortalecida. A manutenção tecnológica, a atualização do sistema e a necessidade de recursos institucionais e humanos constituem aspectos relevantes para a sustentabilidade da iniciativa.

A tecnologia apresenta potencial de replicabilidade em outras IES, podendo ser adaptada a diferentes contextos e territórios, contribuindo para a disseminação e fortalecimento do movimento das Universidades Promotoras da Saúde na UFF e em outras instituições.

Como perspectivas, destaca-se a implementação definitiva do aplicativo móvel e a ampliação progressiva do número de ações cadastradas e de usuários, fortalecendo o aplicativo como ferramenta institucional de comunicação, integração e participação social. Pretende-se, ainda, aprimorar suas funcionalidades, ampliar a acessibilidade e incorporar novos recursos que favoreçam a interação entre universidade e comunidade.

Completed projects

Experiência de Tecnologia Social da UFF, importada do Portal TS. Situação: Em andamento. Período no catálogo: 2026. Local: campus Niterói, RJ. Edital de origem: Edital de Chamamento 2026. ODS: 3 – Saúde e bem-estar; 4 – Educação de qualidade; 10 – Redução das desigualdades; 11 – Cidades e comunidades sustentáveis; 17 – Parcerias e meios de implementação.

Portfolio (4 item(s))

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